Reflexões Planetárias

Sunday, January 13, 2013

Colagem sobre a "arte de furtar"

...e é como dizia um grande mestre desta profissão: Con arte y con engaño vivo la metade del año; e con engaño y arte vivo la otra parte.
Padre António Vieira
Era uma vez uma terra feliz e próspera... até que os "ricos", na mira de ser mais ricos, vêm com a "habilidosa" ideia de se furtar aos impostos:



Colagens com mais "habilidades" dos ricos e poderosos, por cá:

Colagem 1: Transcrição manual da intervenção de António Costa no programa "quadratura do círculo" (Recebida por e-mail. Autor desconhecido):
“A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim, é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia."

Colagem 2: Nota recebida por e-mail sobre a demissão de Nogueira Leite da Administração da CGD:
"Em declarações ao jornal Público, António Nogueira Leite declarou que se demitiu da Administração da Caixa porque a sua missão nesta instituição foi cumprida. Creio que, desta vez, foi verdadeiro …
Veio da administração do grupo Mello e voltará agora para a administração do grupo Mello .
Declarou ao jornal que o fazia porque a missão com que veio para a Caixa estava cumprida :
Veio realizar a OPA do grupo Mello sobre a Brisa e “desalavancar” a dívida do grupo Mello à banca. Em Agosto passado os Mellos compraram de manhã uns milhões de ações da Brisa a 2,75 € cada , principalmente a pequenos acionistas, e entregaram-nas à tarde a três bancos – CGD, BCP e BES – a 6 € cada ação, preço que os bancos consideraram ser o “justo valor” do título.
No conjunto do lote das ações, os Mellos ganharam 375 milhões de euros, segundo noticiou então o “Diário Económico”. Acrescentava ainda esse jornal que a operação permitiu dar um novo fôlego ao grupo que estaria então à beira da rutura financeira.
António Nogueira Leite cumpriu a missão com que veio para a Caixa, nomeadamente para a Administração do Caixa BI, Banco de Investimento que, num espaço de dois meses, publicou um “research” a aconselhar o público a comprar as ações da Brisa até ao preço de 3,75 €, montou uma OPA sobre as ações da Brisa aonde os Mellos pagaram 2,75 € por ação e avaliou as mesmas ações a 6 € para serem entregues aos bancos credores do grupo Mello (1).
Bye bye, António Nogueira Leite. Continuação de boa carreira no grupo Mello. E não cumpra a ameaça de emigrar para não pagar impostos, pois em muitos Países, que têm leis rigorosas sobre o mercado de capitais, a atuação descrita no parágrafo anterior daria lugar a prisão ou pelo menos ao pagamento de uma avultadíssima multa ..."

Colagem 3: Nota recebida por e-mail sobre a venda da ANA Á Vinci:
"O casamento da ANA, uma historieta que tem tudo para sair muito cara.
Falemos de coisas concretas e consumadas.
Passo a explicar:
A ANA geria os aeroportos com lucros fabulosos para o seu pai, Estado, que, entretanto falido, leiloou a filha ao melhor pretendente. Um francês de apelido Vinci, especialista em auto estradas e mais recentemente em aeroportos, pediu a nossa ANA em casamento.
E o Estado entregou-a pela melhor maquina (três mil milhões de euros), tornando lícita a exploração deste monopólio a partir de uma base fabulosa: 7% de margem de exploração (EBITDA).
O Governo rejubilou com o encaixe. Mas, vejamos a coisa mais em pormenor...
O grupo francês Vinci tem 37% da "luso-ponte", uma PPP (Parceria Público-Privada) constituída com a "mota-senil" e assente numa especialidade nacional: o monopólio (mais um) das travessias sobre o Tejo.
Ora é por aqui que percebo por que consegue a Vinci pagar muito mais do que os outros concorrentes pela ANA.
As estimativas indicam que a mudança do aeroporto da Portela para "colchete" venha a gerar um tráfego de 50 mil veículos e camões diários, entre Lisboa e a nova cidade aeroportuária.
É fazer as contas, como diria o outro...
Mas isto só será lucro quando houver um novo aeroporto. Sabemos que a construção de "colchete", só depende da saturação da Portela. Para o fazer, a Vinci tem a faca e o queijo na mão.
Para começar pode, por exemplo, abrir as portas à Ryanair. No dia em que isso acontecer, a low-cost irlandesa deixa de fazer do Porto a principal porta de entrada, gerando um desequilíbrio turístico ainda mais acentuado a favor da capital. A Ryanair não vai manter 37 destinos em direcção ao Porto, se puder aterrar também em Lisboa.
Portanto, num primeiro momento, os franceses podem apostar em baixar as taxas para as low-cost e logo os incautos aplaudirão. Todavia, a prazo, gerarão a necessidade de um novo aeroporto através do aumento de passageiros.
Quando isso acontecer, a Vinci (certamente com os seus amigos da "mota-senil" monta um apetecível sindicato de construção (a sua especialidade) e financiamento (com bancos parceiros). A obra do século em Portugal. Bingo !
O Estado português será, certamente, chamado a dar avais e a negociar com a União Europeia fundos estruturais para a nova cidade aeroportuária de "colchete". Bingo !
A Portela, ficará livre para os interesses imobiliários ligados ao Bloco Central que sempre existiram para o local. Bingo !
Mas isto não fica por aqui, porque não se pode mudar um aeroporto para 50 kms de distância da capital, sem levar o comboio até lá. Portanto, é preciso fazer-se uma ponte ferroviária para ligar "colchete" ao centro de Lisboa.
E já agora, com tanto trânsito, outra para carros (ou em alternativa apenas uma ponte, rodoferroviária). Surge portanto, e finalmente, a prevista ponte Chelas-Barreiro (por onde, já agora, pode passar também o futuro TGV Lisboa-Madrid). Bingo !
E, já agora: quem detém o monopólio e know-how das travessias do Tejo ?
Exactamente, a "luso-ponte" ("mota-senil" e Vinci). Que concorrerá à nova obra.
Mas, mesmo que não ganhe, diz o contrato com o Estado, terá de ser indemnizada pela perda de receitas na Vasco da Gama e 25 de Abril por força da existência de uma nova ponte. Bingo !
Um destes dias, acordaremos, portanto, perante o facto consumado: o imperativo da construção do novo grande aeroporto de Lisboa, em "colchete", a indispensável terceira travessia sobre o Tejo, e a concentração de fundos europeus e financiamento neste colossal investimento na capital.
O resto do país, nada tem a ver com isto porque a decisão não é política. É privada... é o mercado... E far-se-á.
Sem marcha-atrás, porque o contrato agora assinado já o previa, e todos gostamos muito de receber três mil milhões pela ANA, certo ?
O casamento resultará nisto: se correr bem, os franceses e grupos envolvidos ganham, nós nem por isso!
Correndo mal, pagamos nós.
Se ainda estivermos em Portugal... claro!"
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(1) Assim sendo, a demissão não estará relacionada com um mal-estar que se instalou nos últimos meses entre o economista e a gestão liderada por Faria de Oliveira... ou também estará? Quem sabe!

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